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Sexta-feira, Julho 14, 2006
PACIÊNCIA...
Ah, se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo..."O cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar!
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça".
Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando para dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça inconformado.
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para o Grande Arquiteto deste Universo...
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém que você saiba que é "ansioso demais", onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para que?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio, o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do Sol, com ou sem a sua paciência.
16:50
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Quinta-feira, Julho 13, 2006
Começou mais uma SÃO PAULO FASHION WEEK...
nós também não teremos mais paz? Onde está o "Lento"?
09:07
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Segunda-feira, Julho 10, 2006
Um pequeno prédio desabou nesta segunda-feira em Nova York...
...e eles nunca mais terão paz!
Charge: Ivan Cabral.
15:52
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Quinta-feira, Julho 06, 2006
Fátima Bernardes, onde está você?
Das diversas decisões erradas tomadas nesta Copa pela direção da Rede Globo, a mais recente "e, por isso, a mais significativa" foi o súbito desaparecimento, na segunda-feira (3/7), da apresentadora Fátima Bernardes na abertura Jornal Nacional.
Se a jornalista foi para cobrir a Copa não poderia ter regressado na primeira edição regular depois da eliminação do Brasil, no sábado passado. Pouca gente assistiu à edição do telejornal naquele sábado, quando ela fez uma breve despedida. A dor de cotovelo teve proporções de um tsunami.
Mas na segunda-feira o país recobrou a razão; queria saber, entender, avaliar, chorar e até ensaiar alguma esperança. Fátima Bernardes deveria estar lá, ao menos para o balanço. O certo, como jornalista, seria ir até o fim do evento. Cumprir integralmente a sua tarefa.
Se o jornalista abandona a cobertura antes do seu término passa para o público a impressão de que está comprometido com um lado. O sumiço da estrela da equipe da Globo em seguida à eliminação da seleção brasileira coloca-a numa condição especial, justamente o que se pretendeu evitar desde o início. Ruim para Fátima Bernardes e ruim para todas as mulheres que cobrem o futebol.
Atestado de desamor.
Se Pedro Bial regressou à base não faz a menor diferença. Estava lá na condição de repórter: o evento encolheu, lícito que equipe também seja encolhida. Fátima Bernardes viajou na condição de âncora auxiliar. A cobertura prossegue, fingir que acabou é manipular a informação.
Esta decisão é ainda pior do que a outra "obrigar" Fátima Bernardes e sua colega Cristiane Pelajo (Jornal da Globo) de ficar dando risadas antes mesmo de dizer qualquer coisa ou ter algum motivo para isso.
A tentativa de forçar uma alegria despropositada combina-se agora à decisão insensata de passar uma borracha no acontecido. No início da temporada, a euforia artificial. No prematuro fim, o disfarce no sofrimento. Nas duas experiências fica a impressão de que os sentimentos do público devem ser controlados.
"Fátima, onde está você?" foi um bordão de William Bonner que soou praticamente todas as noites no início do Jornal Nacional, ao longo das três últimas semanas. Piegas? O país é piegas, de Lula a Zagallo, passando por Lembo e Garotinho. Só Marcola não é piegas.
Suprimir o bordão em seguida à tragédia foi um atestado de desapreço pelo espetáculo. E desamor pelo futebol.
Por Alberto Dines - Observatório da Imprensa.
15:46
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Terça-feira, Julho 04, 2006
Charge: Aroeira.
10:00
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Segunda-feira, Julho 03, 2006
SCOLARI
Esse sim... é um técnico que participa, motiva, e tem muita GARRA.
Não essa "M." que nós temos, que aceita tudo passivamente e
fica de braços cruzados o tempo todo.
Agora só nos resta dizer: "Viva a Seleção de Portugal".
_________________________________
Precisamos também agradecer ao presente que o "velho" Zidane
deu para o nosso "Fenômeno". Um lindo chapéu, bem lá... no meio do campo.
...e aqui não se fala mais sobre Copa do Mundo.
08:50
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