Quarta-feira, Outubro 25, 2006
Insistir

Sabe aquele momento que a gente pensa que chegou no limite das próprias forças e que não vai mais conseguir avançar?
Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!) e tudo parece um grande vazio.
Esse momento que, não importa a nossa idade, pensamos que já é o fim...
e um desânimo enorme toma conta da gente...
Esse momento, é justamente o ponto de partida!!!
Se chegamos a um estado em que não avançamos mais, é que devemos provavelmente tomar uma outra direção.
Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação é sinal de que alguma coisa deve ser feita.
Não espere que os outros construam pra você, planeje e faça!
Você é responsável pelos próprios sonhos e pela realização destes.
Nas obras da vida não precisamos de arquitetos para planejar por nós.
Com um pouco de imaginação e um muito de boa vontade podemos reconstruir sozinhos a casa que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.
É humano se sentir fragilizado , e é necessário para que tenhamos consciência que não somos infalíveis,
não somos super-heróis, mas seria desumano parar por aí, e injusto, para os outros, mas principalmente para nós mesmos.
Recomeçar é a palavra!
Recomeçar cada vez, a cada queda, a cada fim de uma estrada! Insistir!...
Se alguém te feriu, cure-se!
Se te derrubaram, levante-se!
Se te odeiam, ame!
Erga-se! Erga a cabeça!
Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés.
É preciso olhar pra frente.
Plante uma árvore, faça um gesto gentil, tenha um atitude positiva.
É sempre possível fazer alguma coisa!
Não culpe os outros pelas próprias desilusões, pelos próprios fracassos.
Se somos nossos donos para as nossas vitórias, por que não sermos para as nossas derrotas?
Onde errou, não erre mais!
Onde caiu, não caia mais!
Se você já passou por determinado caminho, deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.
Então, siga!
Dê o primeiro passo, depois caminhe!!!
Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado,nem à sua frente, ela está junto de você!

10:04
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Domingo, Outubro 15, 2006
"SE"


Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia...

Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...

Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser...

Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,

Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,

E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...

Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio...

Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...

Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...

Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito...

Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...

Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...

Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos, Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.

Mestre Professor José Hermógenes de Andrade Filho.

07:20
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Segunda-feira, Outubro 09, 2006
Dinheiro, culpa e outras reflexões...

Já imaginaram o mundo sem dinheiro? Isso pode até parecer papo político, mas o ponto de vista que quero observar não é necessariamente igualdade para todos (já que, a priori, todos são realmente iguais), mas como seria a vida das pessoas se no mundo não existisse o dinheiro, ou melhor, se o dinheiro fosse apenas um papel, sem poder algum.

Vivemos em uma sociedade predominantemente católica que prega a culpa como alimento diário e uma vez alimentando-se dela seremos indivíduos mais honrados, sofredores e merecedores do "paraíso".

Estou dizendo isso porque eu mesma, mesmo que inconscientemente, penso assim. O que é mais sujo para uma sociedade católica do que o dinheiro? Rico não é merecedor do Céu, mas pobre é. E é por isso que ricos e pobres têm essa relação conturbada com o dinheiro, pois quem o tem, gosta, mas no fundo se sente culpado. Então, há duas alternativas: ou ele usa o dinheiro para se fazer bem e fazer bem aos outros ou ele se considera um pecador e, já que vai para o "inferno" mesmo, "mete o pé na jaca" como dizem, e passa a ser ganancioso, perde seus valores internos (pois acha que não é digno de tê-los) e fica insaciável por bens materiais. Já quem não o tem (estes são chamados de pobres) passa a vida "lutando" para tê-lo, mas no fundo se sente digno por travar uma batalha diária trabalhando para conquistá-lo, já que viver assim, traz uma estranha sensação de honra, de maior valor individual.

Já repararam que algumas pessoas acham bonito dizer o quanto trabalham, não por realização pessoal, mas porque gostam de pensar no quanto sofrem diariamente para poder usufruir de bens materiais, pagar as contas, poder comprar uma casa, um carro, viajar, ir a bons restaurantes, se divertir? Parece que estamos constantemente nos desculpando por querermos ter conforto; somente através de muita luta e sofrimento é que nos damos o direito de nos sentirmos confortáveis em viver o dia-a-dia.

Agora imagine acordarmos um dia em um mundo onde não houvesse mais dinheiro. Fico pensando inicialmente em uma extrema euforia! Pessoas saindo nas ruas, se divertindo, fazendo tudo o que querem, adquirindo bens, tomando posse de casas, carros; indo ao supermercado e colocando tudo no carrinho para levar para casa, viajando a todos os lugares que sempre sonharam conhecer (ponha a sua imaginação para funcionar também; são infinitas as possibilidades...). Trabalhar para que? Não existe mais salário! Acordar cedo, trabalhar no mínimo 8 horas, esperar o pagamento no final do mês, fazer orçamento, crediário, cheque pré-datado, pagar o mínimo do cartão de crédito, juros, prestações, aluguel, poupança, aposentadoria... isso tudo acabou! Que beleza, não? Acredito que seria uma maravilha, um sonho bom, uma euforia e um estado de graça, mas que duraria pouco tempo.

Colocando essa hipótese como real, podemos olhar o dinheiro agora sob um novo prisma. O que é o dinheiro, afinal, senão a mola propulsora da vida? O dinheiro, o poder que ele tem, somos nós que damos a ele. É claro que o valor do lado espiritual, do desapego, são necessários para nossa evolução, e essa é sempre uma das razões pela qual vivemos na Terra, mas já que estamos nela, também temos na prática que se adaptar ao que ela nos confere; uma vida de desafios e escolhas.

E que escolhas e desafios teríamos se não houvesse dinheiro no mundo? Como iríamos trabalhar com a humildade, o altruísmo, a generosidade, as nossas aspirações, desejos de todos os tipos, crises, conflitos, se o dinheiro não estivesse presente nas nossas vidas? Que desafios enfrentaríamos? Que valor daríamos à educação de nossos filhos, à nossa educação? Que valores passaríamos adiante, já que em um mundo sem dinheiro poderíamos ter tudo o que quiséssemos? Que lições tiraríamos da vida?

Não quero entrar agora na questão das desigualdades, das razões pela qual alguns têm tão pouco dinheiro e outros têm tanto. Os excessos são sempre prejudiciais e em um mundo ideal, o mais justo é sempre o equilíbrio.

Mas de qualquer forma, a questão é que não adianta lutar contra o dinheiro, felizmente ou infelizmente, não sei, ele existe para intermediar nossa vida, mas não é ele que manda em nós, nós é que o criamos e nós é que conferimos seu valor.

É um fato. Não dá pra julgar se é bom ou se é ruim, é apenas um fato. É como aquela frase que se escuta por aí: "Há duas coisas certas na vida: a morte e os impostos". Para a morte, trabalhamos o lado espiritual, a crença de que ela é somente uma passagem e que o que temos aqui na Terra é por um curto período de tempo; e os impostos? O que faremos com eles? Devemos, então, trabalhar para que possamos pagá-los e, assim como no lado espiritual, nos aprimorarmos, nos desenvolvermos e buscarmos a elevação material também, por que não?

Por isso creio que deveríamos assumir uma relação séria com o dinheiro. Deveríamos parar de ser amantes do dinheiro e casarmo-nos logo com ele! E casamento é uma troca, troca de energia, abertura aos acontecimentos, concessões e ganhos. Enfrente as alegrias e tristezas que sua relação com o dinheiro traz; conquiste coisas junto com ele, construa legados materiais, intelectuais e espirituais através dele.

Dinheiro não é sujo, não! Dinheiro é esperança, é desafio, é energia que circula universalmente, é troca. Abra-se à prosperidade! Cuide bem do seu dinheirinho, guarde-o com carinho, use-o com vontade e multiplique-o sem culpa!
Texto: Tatiana S. L. Magalhães

11:28
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Quinta-feira, Outubro 05, 2006
Uma Cabeça Abandonada!

Você conhece alguém que antes de dormir fica remoendo todos os erros que cometeu durante o dia que passou? Antes que o outro dia chegue, ele já se preocupa e planeja como irá corrigir os erros cometidos no dia anterior?

Você conhece alguém que, ao acordar, já vê o dia como sendo uma enorme montanha a ser nervosamente escalada antes que anoiteça outra vez? Ele não consegue relaxar um minuto sequer, ocupando-se o tempo todo e já pensando no que vai fazer em seguida? Ele nem sente o sabor da comida nas horas de refeição? Tem profundas olheiras, corpo dolorido, pernas e braços cansados?

Você conhece alguém que deixa tudo para a última hora e depois se desespera porque o tempo acaba não sendo suficiente para ele fazer tudo que andou protelando? Ele se queixa que 24 horas são pouco para quem tem muito para resolver, gerenciar, providenciar, fazer, fazer e fazer?

Você conhece alguém que já não consegue se divertir, já não sabe sorrir, sempre sério, atormentado, exaurido, frustrado com os poucos resultados que obtém como "paga" do tanto que faz? Ele reclama que os ganhos são poucos, que a família é complicada, que o chefe é um tirano, que os empregados são incompetentes e que os amigos só aparecem quando tudo vai bem?

Você conhece alguém que responsabiliza a Vida pelas coisas que não dão certo, que não saem como ele queria ? Ele se sente um outro Cristo crucificado, sacrificado e parece um poço de dores e de decepções?

Você conhece alguém que se imagina sendo o alvo de todos os problemas e mazelas do mundo? Ele costuma dizer que será feliz quando o mundo mudar, quando as pessoas o entenderem, quando o tempo melhorar, quando as finanças ajudarem?

Você conhece alguém assim? Será que ele sabe que todo esse caos é atraído por sua própria cabeça, cheia de pensamentos desordenados? Será que ele sabe que tudo que o incomoda é reflexo do modo como ele pensa, age e interage com o mundo exterior? Não seria bom dar-lhe um "toque", contando que o "lado de fora" só vai mudar quando ele mudar seu "lado de dentro"?

Aqui se espera que você não tenha concluído que esse alguém é você mesmo, mas se não for, a semente está plantada. E ainda é deixada uma amorosa sugestão: adote uma cabeça abandonada...

A SUA!

15:21
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Segunda-feira, Outubro 02, 2006
"Obigado cumpanheero".

Agora teremos 2° turno graças a você...
Charge: Aroeira.

11:07
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