Domingo, Junho 29, 2008
DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.

O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia.

Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.

As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado.

Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.

O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.

Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Nilton Bonder.

16:12
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Domingo, Junho 22, 2008
Transcendendo o Medo

O mundo e o ser humano estão vivendo momentos de medo. Medo de ser, medo de viver, medo de morrer, medo da solidão, medo da violência, medo de si e medo dos outros. Muitos estão sofrendo e quase paralisados pelo medo do passado, medo do presente e, principalmente, medo do futuro.

Sabemos que de fato existem somente dois tipos de emoções principais na vida de um ser humano: amor e medo. Todos os adjetivos que descrevem as emoções, como ansiedade, raiva, alegria, paz, alívio, frustração, angústia etc., são outras maneiras de descrever o amor e o medo.

Buda diz que “todos os medos e todos os sofrimentos infinitos vêm da mente” e eu sempre acredito que “o nosso melhor amigo e pior inimigo é a nossa própria mente”.
Viver com medo é como viver com o seu pior inimigo e, da mesma forma, viver em amor é como viver com o seu melhor amigo. A vida pode ser melhor ou pior dependendo da forma que estamos percebendo os eventos em nossa vida.
Muitos estão sofrendo com o medo do passado, do presente e do futuro, sendo que uma mudança real da percepção e da compreensão dos eventos da vida pode ajudar a transcender os seus medos.

Vamos, primeiramente, entender a origem do medo. O ser humano é essencialmente emoção. Tente explicar ou definir a essência da vida de um ser humano e você estará definindo a essência da palavra emoção. Nós somos cem por cento emoção. Podemos dizer, então, que tudo que fazemos na vida tem como motivo principal sentir certas emoções ou mudar certos sentimentos.

O sentimento de medo já está registrado na memória celular de todos os seres humanos, vindo geneticamente dos nossos antepassados. A partir do nosso nascimento, começamos a vivenciar eventos que desencadeiam o sentimento do medo já enraizado em nós como memória celular. Depois, começamos a somar os medos dos nossos pais, dos parentes, da sociedade, amigos e parceiros e também o medo coletivo do mundo, criando assim uma massa crítica do medo em nós. Ou seja, compartilhamos com todos os medos do mundo.

Então, vamos desmistificar o medo para começar a entendê-lo e a transcendê-lo. Precisamos saber que sentimos o medo do passado e do futuro apenas no presente. Sendo assim, devemos focar em transcender os medos sempre no momento presente.
Para começar a dissipar os medos do passado e transcender os medos do futuro, precisamos entender que o medo que sentimos do passado é a lembrança da dor emocional e física de eventos passados. O medo que sentimos no presente é a reação fisiológica e emocional para evitar dores emocionais e físicas, baseado nas lembranças dos eventos no passado e possíveis eventos no futuro, como por exemplo: dor de perda, morte, fracasso, doença etc.

Como todos os medos acontecem apenas no momento presente, a nossa ação para transcender o medo também deve ser no momento presente. Precisamos substituir o sentido do medo e da dor pelo sentido do respeito.

Respeito é um ato de amor e amor é a única energia que pode dissipar a energia do medo. Não fuja das coisas ou das pessoas que você teme. Procure aproximar-se com respeito e amor, olhe bem de perto com a intenção de compreender aquilo que você teme e você poderá se surpreender com a descoberta de que realmente não há nada a temer, que aquilo que você sempre temeu de fato não representa nenhum tipo de perigo para você. Pense nisso: “você não tem medo do fantasma, você tem medo do que o fantasma supostamente pode fazer com você”.
É possível que você descubra que aquilo que você teme representa os medos dos outros transferidos para você e não algo que constitui perigo para você.
O mundo está cheio de medo compartilhado e, na maioria dos casos, quase ninguém sabe de onde vem e porque apareceram tantos medos, como se ele fosse um vírus que infestou o mundo. A meu ver, o aparecimento de tantos medos em nosso mundo indica a falta de amor.

Muitas pessoas têm um relacionamento péssimo com o divino porque desde criança foram ensinadas a temer a Deus ao invés de amá-lo e, conseqüentemente, passaram a vida toda vibrando sempre na energia do medo ao invés do amor.
É simplesmente impossível temer algo e amá-lo ao mesmo tempo.

Com amor,
Rex Thomas

09:38
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Quarta-feira, Junho 11, 2008
Era Digital

Como estamos na Era Digital, foi necessário rever os velhos
ditados e adaptá-los à nova realidade.
Veja alguns:

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só, do que em chats aborrecidos.
4. A arquivo dado não se olha o formato.
5. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.
6. Para bom provedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
9. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
12. Mouse sujo se limpa em Casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é demais, o Santo desconfia que tem vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se OS arquivos, ficam OS back-ups.
27. Diga-me que computador tens e direi quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha.
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola.

14:43
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Domingo, Junho 01, 2008
Estética da alma.

Beleza da Alma - Cuidados Preventivos

A dica é uma maquiagem simples no corpo para arrasar com as emoções da alma.
No rosto, cuidados especiais, sorrisos sem culpas camuflam todas as imperfeições.
Na cabeça, pensamentos despenteados e rebeldes precisam de uma boa hidratação, palavras leves e soltas são uma ótima solução.
Com os olhos, muita atenção, olhar em outros olhos ativa a circulação.
Para lábios, a opção é poesia em forma de beijo, isto é perfeito e provoca sensação de bem estar.
Os braços não podem ser esquecidos, não tem erro, massagens em forma de abraços é um adeus à flacidez do coração.
Para as mãos, acarinhar outras mãos é uma maneira simples de se garantir intensas emoções.
Com os pés, atenção dobrada, quem já experimentou sabe e eu recomendo, tirá-los do chão é viajar nos sonhos sem pagar pedágio, é fazer estripulia sem se sentir culpado, é beber a vida sem se embebedar. Mas cuidado, aqui você pode se viciar.
E para o resto do corpo, a minha sugestão é uma a aplicação diária de granulados de alegria, daqueles que esfoliam todas as células de tristezas e raivas mortas e abrem as portas para tudo que é bom nos encharcando de felicidade.
Recanto das Letras - Rosa Berg
El Morya-Vera Godoy

13:07
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